quinta-feira, 17 de maio de 2007

Corvinos celebram os 94 anos do Ti Pedro Cepo




“Ti” Pedro – assim é conhecido e tratado na sua Ilha do Corvo o senhor Pedro Pimentel Cepo, o mais velho dos corvinos, que nesta 6ª feira 18 de Maio celebra as suas 94 primaveras!!!
O mais ilustre cidadão desta Ilha é conhecido pela sua dedicação à música e ao canto popular: desde sempre esteve ligado à Filarmónica Lira Corvense e ao Grupo Folclórico do Corvo.
É um homem da cultura e um amante da música – foi ele o responsável pela educação musical da grande maioria dos tocadores da nossa Filarmónica. A grande alegria do Ti Pedro é tocar o seu bandolim e recordar-se dos convívios e das animadas festas que ele ajudou a abrilhantar.
O seu profícuo trabalho cultural foi reconhecido a 10 de Junho de 2005 quando o Presidente da Republica, Jorge Sampaio, lhe atribuiu a condecoração de Oficial da Ordem de Mérito.
A festa que hoje queremos organizar é, antes de mais, um sinal da estima e da gratidão que todos temos para com o Ti Pedro – na singela homenagem vamos contar com a presença da Filarmónica Lira Corvense, bem como de toda a Comunidade corvina.




Pe. Alexandre Medeiros
Pároco do Corvo

padrecorvo@gmail.com

Aida do Nascimento Andrade é a nova Presidente da Assembleia Municipal do Corvo


Os deputados municipais da autarquia da Vila do Corvo elegeram a nova Presidente da Assembleia Municipal, Aida Maria do Nascimento Andrade, que até à data exercia as funções de 1ª Secretária daquele organismo autárquico.
O escrutínio teve lugar ao início da tarde desta 5ª feira, dia 17 de Maio, e decorreu durante a reunião extraordinária da Assembleia Municipal – convocada na sequência da demissão do anterior Presidente, José Maria Ângelo Mendonça.
Ao cargo candidataram-se dois deputados: Fernando Câmara e Aida Andrade, tendo o resultado da votação (7/8) ditado a eleição desta última por apenas um voto.
Deseja-se à nova Presidente da Assembleia Municipal da mais pequena Ilha dos Açores, as maiores felicidades no exercício do seu mandato e espera-se que o seu trabalho colabore no tão almejado desenvolvimento do Corvo.



Pe. Alexandre Medeiros
Pároco do Corvo
padrecorvo@gmail.com

terça-feira, 15 de maio de 2007

A “Festa das Fátimas”


É com renovado gosto que volto à vossa presença, meus queridos e estimados leitores e leitoras, dando gostosa continuidade à partilha das vivências e das realidades Corvinas.
Ao longo da semana, vimos partir cerca de uma dezena de pessoas, para participarem nas Festas em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres que decorrem na cidade de Ponta Delgada – pode parecer pouca gente, quando comparado com os milhares de peregrinos que tomam parte na solenidades, mas é um sinal de comunhão e da presença da Igreja que vive aqui no Corvo.
Os corvinos que cá ficaram tiveram que se contentar com as transmissões televisivas e radiofónicas – à hora da Procissão, e apesar de estar uma tarde de sol, era pouca a movimentação nas ruas da Vila: muitos eram os que queriam participar nas Festas do Santo Cristo!
No dia 9 de Maio celebramos o Dia da Europa – a Escola Mouzinho da Silveira organizou uma exposição temática, evento que foi coordenado pelo Departamento de Ciências Sociais, Humanas e Línguas e procurou assinalar os 50 anos da assinatura do tratado de Roma, o qual esteve na génese da União Europeia.
A cidadania europeia apresenta-se na ordem do dia de milhões de pessoas que vivem nos 27 países da União – usamos o mesmo dinheiro partilhamos o mesmo território e somos animados pelos “queridos” subsídios. Por isso celebrar o Dia da Europa é uma ocasião propícia para tomar consciência de que não nos podemos fechar na nossa Ilha ou no nosso país, mas temos que viver em comunhão com os nossos congéneres, vulgo IRMÃOS, europeus.
Com o aproximar do fim-de-semana ia-se dando os últimos retoques no programa das celebrações que a Paróquia preparou para assinalar os 90 anos das Aparições de Nossa Senhora em Fátima – havia que se enfeitar a Igreja e o andor, levar a Sagrada Comunhão aos 15 Doentes e Idosos da Ilha e convidar as 5 Famílias para a meditação dos mistérios do “seu” Terço.
Às 20 horas do Sábado, 12 de Maio, dávamos início à Festa de Nossa Senhora de Fátima – com a oração do Terço das Famílias quisemos invocar a protecção maternal da Virgem Maria para cada uma das Famílias da nossa Ilha e do mundo inteiro.
Seguidamente celebramos solenemente a Eucaristia – nela os cristãos do Corvo deram graças a Deus pelo dom da Mensagem de Fátima, e meditamos sobre a serena certeza da vitória da misericórdia do Senhor sobre todas as formas do mal, do pecado e da morte.
Nesta Missa teve lugar a FESTA das FÁTIMAS que se traduz numa homenagem a Nossa Senhora feita pelas 14 mulheres corvinas que têm por nome “Fátima”: foram elas que proclamaram as leituras bíblicas, organizaram o cortejo do ofertório e animaram a celebração da Eucaristia.
Esta festa foi marcada pela originalidade e pela emoção – as nossas Fátimas participavam com gosto na solenidade da sua Padroeira e não se recusaram ao convite de ler uma leitura na missa ou de levar o vinho e a bíblia no ofertório.
No Domingo, 13 de Maio, a Festa da Senhora de Fátima encheu-se de alegria e de colorido – as crianças da nossa Catequese foram convidadas para a exibição de um filme de desenhos animados intitulado “O dia em que o sol bailou”: os mais pequenos, sempre irrequietos e faladores, mostraram-se atentos e compenetrados ante a história da Lúcia, do Francisco e da Jacinta – os Pastorinhos que viram Nossa Senhora.
O programa infantil da Festa terminou com a presença das crianças diante da Imagem da Virgem Maria e do Santíssimo Sacramento, que esteve exposto todo o dia, para a oração do Terço das Crianças: cada uma dela rezou uma Avé Maria, num pedido pelos seus familiares, amigos e professores.
Todos os eventos propostos no Programa celebrativo foram marcados por uma generosa participação dos cristãos da nossa Ilha – mais uma vez tornou-se certo aquela máxima com que concluía a crónica da semana passada: Fátima ajudou a purificar a imagem que o mundo e a Igreja tinham de Deus. Na devoção ao Imaculado Coração de Maria transparece o amor de Deus que se mostra mais forte do que o mal e do que a morte.
No próximo trabalho vou dar-vos conta das actividades que marcarão o Dia da nossa Escola . . .

Pe. Alexandre Medeiros
Pároco do Corvo

padrecorvo@gmail.com

segunda-feira, 7 de maio de 2007

O DIA de TODAS as MÃES


Cá estou eu, de novo, junto de vós meus queridos leitores para continuar a nobre tarefa de ir partilhando os traços mais significativos do nosso viver Corvino.
Na semana passada não escrevi a habitual crónica porque fui, à sempre querida, Ilha Terceira para participar na XXXIII Assembleia do Conselho Presbiteral da Diocese de Angra – esta reunião magna do clero açoriano congregou padres vindos de todas as Ilhas, com excepção da Graciosa, e serviu para analisar a caminhada pastoral destes últimos 10 anos, bem como para projectar o plano pastoral diocesano para os tempos que se aproximam.
Para mim, que participei pela primeira vez neste encontro anual, foi uma oportunidade importante de viver a mistério comunhão que deve marcar o trabalho de todos os padres – para o sacerdote que vive na Ilha do Corvo, a comunhão com o resto do presbitério da Diocese torna-se complicada de concretizar.
De regresso à Ilha na tarde de 6ª feira dia 4 de Maio, tive que ir à casa dos senhores Fernando e Fátima Câmara organizar os preparativos para a celebração da Missa do Espírito Santo – esta tem sido uma iniciativa pastoral muito acarinhada pelas famílias que recebem os Símbolos do Divino e pela Comunidade cristã.
Ainda na tarde deste dia, no parque de campismo, dava-se início ao acampamento da 3ª e da 4ª Secções do Agrupamento 1181 do Corpo Nacional de Escutas – 9 Pioneiros e Caminheiros, orientados pelas Chefes Rosa Rita e Isabel Cardoso, viveram intensamente estes momentos de convívio, reflexão e diversão: não fossem os acampamentos uma das actividades mais típicas do Escutismo e também mais ambicionadas pelas crianças e jovens.
Na noite de sábado, teve lugar o tradicional “Fogo de Conselho”no qual participaram outros escuteiros do nosso Agrupamento, assim como familiares e amigos daqueles que pernoitavam nas tendas – por entre jogos, canções e muita brincadeira lá vivemos aquele serão que terminou com a Oração da Noite. A actividade escutista teve o seu solene encerramento na Missa das 10h 30 deste Domingo V da Páscoa – os cansados escutas ainda tiveram a energia suficiente para proclamar as Leituras bíblicas e organizar o cortejo do ofertório.
Mas a grande festa que todos quisemos viver com máxima solenidade foi o Dia da Mãe – aquela data que serve para agradecer à nossa Mãe o dom da vida, assim como todos os cuidados, carinho, e dedicação que ela sempre nos devotou ao longo dos anos.
Ao fim da tarde deste Domingo, depois de recolhida a Procissão do Espírito Santo, demos início à Missa solene do Dia da Mãe – esta festa foi minuciosamente preparada ao longo da semana nas várias turmas da Catequese Paroquial, com a confecção dos postais e demais presentes que iam ser oferecidos às mães das nossas crianças e adolescentes.
Depois da distribuição da Sagrada Comunhão a pequena multidão, que enchia por completo a Igreja Matriz, pôde assistir emocionada à entrega dos presentes e à oração que os mais novos dirigiram a Deus pelas suas queridas mães – uma das grandes riquezas do Cristianismo é a dimensão afectiva da fé: celebrar as datas e as vivências que nos ajudam a viver uma humanidade plena. O Dia da Mãe, o Dia do Pai, o Dia dos Avós são exemplos de como não podemos abdicar das nossas raízes, se tivermos como objectivo alcançar e viver a felicidade plena.
Acreditem que foi muito bonito presenciar aquela comunhão de olhares, sentimentos e emoções – ver as mães ir ao encontro dos seus filhos e apreciar a alegria dos filhos que entregavam os presentes às suas mães: num terno beijo e naquele carinhoso abraço o silêncio comunicava um “MUITO OBRIGADO”.
E foi assim que nos foi dado viver o Dia dedicado a Todas as Mães. Para a próxima semana vou dar-vos conta do programa das celebrações do 90º Aniversário das Aparições de Nossa Senhora em Fátima. Independentemente da opinião pessoal sobre as aparições da Virgem Maria, o certo é que a Mensagem que a Mãe de Deus comunicou aos Pastorinhos, marcou de forma indelével a vivência do Evangelho em Portugal e no resto do mundo . . .



Pe. Alexandre Medeiros
Pároco do Corvo

padrecorvo@gmail.com

segunda-feira, 23 de abril de 2007

“Estamos nas semanas do Espírito Santo”


Como bem sabeis, meus queridos leitores, é sempre com grande gosto que volto à vossa simpática presença para dar conta daquelas pequenas grandes realidades que vão marcando o nosso corvino viver.
O início da semana foi marcado pela visita de uma equipa de reportagem da RTP – Açores que veio ao Corvo gravar uma parte do documentário que assinalará os 60 anos da SATA. O grupo de trabalho, dirigido pela jornalista Teresa Tomé, esteve atento às manobras do “nosso” dornier – aterrar e levantar voo – procurou inteirar-se da qualidade dos serviços prestados na Ilha pela transportadora aérea regional e investigou junto dos responsáveis de algumas entidades corvinas, se os habitantes da mais pequena Ilha dos Açores estão satisfeitos com a presença da SATA.
Antecipando os parabéns à nossa empresa de transporte aéreo, aproveito para ousar pedir um presente em favor de todos os corvinos – tragam o avião ao Corvo entre a 2ª feira e a 6ª feira – pois irá facilitar a vida dos habitantes da Ilha ao mesmo tempo que favorecerá o aumento de turistas que queiram visitar o Corvo.
Mas o centro das vivências deste tempo da Páscoa está na celebração das Semanas do Espírito Santo – e os símbolos do Divino estiveram em casa da senhora Maria Hilina, sita à Rua da Matriz. Ao entardecer a cozinha enchia-se de gente – vizinhos e convidados – para a oração do Terço ao Espírito Santo.
Assim manda a tradição que em cada um dos dias da Semana se ofereça o Terço em louvor da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade e pelas intenções da família que acolhe em sua casa tão ilustre Hóspede.
Terminada a oração as pessoas vão prolongando o serão com conversas animadas, recordando os bons velhos tempos. É verdade que os meios de comunicação – sobretudo a televisão e a internet – trouxeram às pequenas comunidades, grandes vantagens no campo na informação e do entretenimento, mas também contribuíram para que os convívios familiares e de vizinhança ficassem comprometidos.
Agora vamos assistindo a um recuperar destes momentos de conversa e de diversão familiar e comunitária – as pessoas gostam de ficar a conversar nas casas onde está o Espírito Santo: partilha-se as novidades, comenta-se a notícia de última hora e algum mais divertido conta uma história para fazer rir.
E tudo isto é feito na presença do Senhor Espírito Santo – Ele é o Deus da Alegria, da Festa e da Comunhão entre os homens. Enquanto as Bandeiras são guardadas num quarto, a Coroa é entronizada num altar preparado para o efeito – decorado com velas acesas, flores dos nossos jardins e toalhas brancas e vermelhas – recebe os sinais da presença de Deus vivo no meio do seu povo. Cada família prepara o altar segundo os seus gostos ou as suas posses – normalmente o Espírito Santo fica na cozinha ou na sala, porque aí torna-se mais fácil congregar as pessoas que vêm rezar o Terço.
Desde que cheguei ao Corvo, em Setembro de 2005, que tenho procurado colaborar com a Comissão do Império na promoção do culto e da festa do Espírito Santo – não faz sentido nenhum formar uma competição entre a missão da Igreja e as festas populares em honra do Divino Paráclito, porque é o Espírito do Senhor que ilumina e dá pleno sentido à obra evangelizadora da Comunidade cristã.
E de entre as várias iniciativas que propus aos responsáveis da Irmandade, destaco hoje, a celebração de uma Missa na casa de cada família que recebe o Espírito Santo – a Eucaristia decorre junto ao altar do Divino e é aplicada pelas intenções de cada um dos familiares e em sufrágio daqueles entes queridos que agora estão no verdadeiro Império do Espírito Santo.
O objectivo principal desta familiar celebração é estabelecer uma relação afectiva e efectiva entre a Eucaristia e o Espírito Santo e marcar a presença da Paróquia junto da oração das famílias que se reúnem à volta do Senhor como Igrejas Domésticas.
E são estas as tradições, que quero agora partilhar com os meus leitores – elas permitem o encontro da Comunidade e colocam em evidência os valores que constroem o nosso viver comum.
Na próxima crónica vou partilhar convosco um projecto ambicioso que colocará na ordem do dia as preocupações com o ambiente e com o desenvolvimento sustentável . . .


Pe. Alexandre Medeiros
Pároco do Corvo

padrecorvo@gmail.com

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A Páscoa na Ilha do Corvo


E depois de uma semana de “folga” volto gostosamente à vossa presença, meus queridos leitores, para continuar a partilha das nossas vivências e costumes, neste ocidental recanto dos Açores.
Estamos a celebrar a Páscoa – a maior das festas cristãs – na qual se recorda e revive o mistério da Ressurreição do Senhor Jesus e da dádiva do Espírito Santo à Igreja. O tempo pascal prolonga-se por 50 dias unindo os Domingos da Páscoa e do Pentecostes.
No Corvo os festejos multiplicam-se nestas “Semanas do Espírito Santo” – 7 famílias sorteadas no ano passado recebem em suas casas os Símbolos do Paráclito: decora-se o altar, reza-se o Terço ao fim da tarde e reúne-se a Família e os Amigos à volta do Padroeiro da alegria e da comunhão.
Mas todo este ciclo festivo foi antecedido pelas celebrações do Sagrado Tríduo Pascal – entre a Quinta-feira Santa e o Domingo da Ressurreição, a Comunidade cristã do Corvo reuniu-se em grande número na Matriz, para reviver os “dias da nossa salvação”. Foi muito interessante notar que as pessoas se sentiam envolvidas nas celebrações, enquanto colaboravam activamente nas actividades que lhes foram propostas.
A grande aposta da Paróquia foi integrar as crianças e os jovens nas celebrações da Páscoa – a Catequese Paroquial animou a Missa de Quinta-feira Santa e um aluno de cada ano participou no simbólico rito do Lava-pés. O Agrupamento 1181 do Corpo Nacional de Escutas teve a seu cargo a decoração da Igreja Matriz com uma simbologia pascal e a animação da solene Vigília Pascal, que teve lugar na noite de Sábado de Aleluia.
Creio ser urgente empenhar os movimentos juvenis da Igreja na dinamização destas celebrações, que constituem o coração da Comunidade cristã – fazer memória de Jesus não equivale apenas a rituais vazios de significado mas implica o compromisso vital de toda a Igreja, incluindo as novas gerações que participam com a sua alegria e irreverência.
O Domingo de Páscoa – o primeiro e o maior dos dias do novo Povo de Deus – foi celebrado com a alegria pascal e com a presença da maioria dos cristãos da Ilha do Corvo. Neste Dia, manda a secular tradição, que a Comissão do Império leve à Missa os símbolos do Espírito Santo – no Largo do Outeiro concentravam-se crianças e adultos para participar na Festa do Povo Açoriano.
Chegada a Procissão à Igreja e após a saudação da nossa querida Filarmónica, a Lira Corvense, demos início à solene Eucaristia do Domingo da Ressurreição na qual manifestamos a nossa participação jubilosa na vitória pascal de Jesus.
Depois do rito da coroação, organizou-se a Procissão do Senhor Ressuscitado – uma novidade nas tradições do Corvo, mas também uma necessidade para a Igreja que tem que partilhar com o mundo a feliz notícia da Ressurreição de Cristo. Neste cortejo litúrgico integraram-se a Coroa do Espírito Santo e o pálio com o Santíssimo Sacramento – o significado é este: a Páscoa é o Tempo do Espírito e a vitória de Cristo sobre a morte é obra do Espírito de Deus.
De regresso à casa da Igreja, os símbolos do Divino foram entronizados no “seu” altar, onde permanecerão até ao Domingo de Pentecostes. E, depois de recebermos a Bênção do Santíssimo, lá partimos em direcção à casa dos senhores Nélia e Luís Fraga, na Rua da Matriz, para entregarmos aos seus cuidados as coroas e as bandeiras do Espírito Santo. Afinal a “sorte” da Primeira Semana tinha saído à D. Nélia, uma simpática anciã da nossa Ilha.
E é desta forma, simples mas plena de significado, que vamos vivendo os ritmos da fé e da cultura, das tradições familiares e da actualidade do nosso celebrar a vida. Na próxima crónica vou continuar a dar-vos novidades deste pequeno recanto, plantado no ocidente da Europa . . .


Pe. Alexandre Medeiros
Pároco do Corvo

padrecorvo@gmail.com

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Os Jovens, no Corvo, viveram o seu Dia Mundial


No chuvoso começo deste mês de Abril volto à vossa simpática presença, meus queridos e estimados leitores, para continuar a já habitual partilha do Corvino viver.
Com o fim de Março chegaram as merecidas férias da Páscoa, seja para os alunos seja para os 13 professores da EBI Mouzinho da Silveira – e era ver o contentamento espelhado nos seus rostos, quer no aeródromo quer nas ruas da vila.
Mas ao longo da semana que terminou tive ao meu cuidado um simpático trabalho – entreguei aos jovens da Ilha do Corvo o convite para a celebração do 22º Dia Mundial da Juventude, devidamente acompanhado com a Mensagem que o Papa Bento XVI escreveu para comemorar a efeméride. E a grande maioria deles participou activamente na Eucaristia deste Domingo de Ramos – proclamando as leituras, organizando o cortejo de oferendas e animando um jogral intitulado “Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei”.
E embora seja verdade que os jovens estejam arredados da Igreja por diversas razões – posso testemunhar que quando a juventude é incentivada e comprometida em actividades da Comunidade, ela participa com generosidade e com brio. Fica para reflexão de todos nós esta frase que creio ser atribuída ao saudoso Papa João Paulo II: “A Igreja vai ser jovem quando os jovens forem Igreja”.
Por cá, vai crescendo o entusiasmo com a preparação das celebrações da Semana Santa – enquanto na sede dos escuteiros se organizam os materiais para a decoração da Igreja Matriz, na sacristia arranjam-se os ramos de criptoméria que o nosso amigo Aurélio Hilário tinha trazido “de cima”. Entretanto e sob a orientação da D. Aida Andrade procede-se à limpeza e ornamentação da Casa do Espírito Santo – pois é lá que se vai organizar a Procissão dos Ramos.
No início da tarde deste Domingo, a Vila do Corvo como que se vai vestindo de festa para celebrar o começo desta Semana Maior – as pessoas apressam-se a colocar as colchas nas janelas para depois se dirigirem para o Largo do Outeiro – aí, e enquanto se espera pela nossa filarmónica Lira Corvense, vai-se pondo a conversa em dia e comentando os cultivos das terras. Junto à porta do Império estão os nossos Escuteiros todos fardados – eles não quiseram deixar de marcar a sempre simpática presença neste “seu” Dia Mundial da Juventude.
Após a saudação da Banda e dos ritos da Bênção dos Ramos organizamos a Procissão solene em direcção à Igreja Matriz – um cortejo litúrgico muito participado pela população corvina.
Seguiu-se a celebração da Eucaristia que foi animada pela Juventude do Corvo – no ensaio do Grupo Coral escolhemos e ensaiamos cânticos que se adequassem ao espírito juvenil, para que os jovens vivessem aquela missa como sua.
Ao momento do ofertório, todos pudemos contemplar os símbolos juvenis que foram apresentados ao Senhor: a bola, o computador portátil, o leitor de MP3, e o comando da playstation – enfim, aquelas coisas que vão fazendo parte do dia a dia da “malta nova”.
No fim da Missa teve lugar um jogral que consistiu na leitura da mensagem de Bento XVI para o 22º Dia Mundial da Juventude – 8 jovens escuteiros deram voz à palavra do Papa, que a todos convidava a descobrir o valor e o significado profundo do amor de Cristo. À leitura do documento pontifício acrescentamos um gesto pela paz: cada jovem ofereceu a Jesus um vela acesa – enquanto símbolo da fé e da esperança por um mundo melhor.
O certo é que todos saíram da Igreja mais enriquecidos e mais animados – reunidos para celebrar a Páscoa do Senhor, aprendemos que o Seu amor por nós é o melhor caminho para uma vida feliz.
E por aqui a Semana Santa continua . . . agora as nossas atenções concentram-se no Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus – a origem salvadora da Igreja e único sentido ao seu viver quotidiano . . .

Pe. Alexandre Medeiros
Pároco do Corvo

padrecorvo@gmail.com